Filmes por gênero

O HOMEM DAS MIL CARAS (1957)

Man of a thousand faces
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Ficha Técnica

Outros Títulos: L'homme aux mille visages (França)
L'uomo dai mille volti (Itália)
El hombre de las mil caras (Espanha, Argentina)
Der Mann mit den 1000 Gesichtern (Austria, Alemanha)
Mannen med tusen ansikten (Suécia)
Czlowiek o tysiacu twarzy (Polônia)
Tuhatkasvoinen mies (Finlândia)
Manden med de 1000 ansigter (Dinamarca)
Человек с тысячью лиц (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Biográfico
Direção: Joseph Pevney
Roteiro: R. Wright Campbell, Ivan Goff, Ben Roberts
Produção: Robert Arthur
Música Original: Frank Skinner
Fotografia: Russell Metty
Edição: Ted J. Kent
Direção de Arte: Alexander Golitzen, Eric Orbom
Figurino: Bill Thomas
Guarda-Roupa: Marilyn Sotto
Maquiagem: Bud Westmore
Efeitos Sonoros: Leslie I. Carey, Robert Pritchard
Efeitos Especiais: Clifford Stine
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1968

Elenco

James Cagney Lon Chaney
Dorothy Malone Cleva Creighton Chaney
Jane Greer Hazel Bennett Chaney
Marjorie Rambeau Gert
Jim Backus Clarence Locan
Robert Evans Irving Thalberg
Celia Lovsky Sra. Chaney
Jeanne Cagney Carrie Chaney
Jack Albertson Dr. J. Wilson Shields
Nolan Leary Pa Chaney
Simon Scott Carl Hastings
Clarence Kolb Clarence Kolb
Danny Beck Max Dill
Philip Van Zandt George Loane Tucker
Natalie Masters Enfermeira
Harry Antrim Médico
Russ Bender Juiz
Marjorie Bennett Vera
Harold Bostwick Pianista
Helen Brown Sra. Heinley
Robert Brubaker Jack Conway
John Bryant William R. Darrow Jr.
Troy Donahue Diretor Assistente
Jerry Hartleben Lon Chaney, aos 8 anos
William Hudson David Anderson, repórter
Jess Kirkpatrick Tenente da Polícia no Hospital
Hugh Lawrence George Chaney
Roger Smith .
Robert Lyden .

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Original ( R. Wright Campbell, Ivan Goff, Ben Roberts)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1930, os Estúdios da Universal encontram-se de luto pela morte de Lon Chaney, uma de suas maiores estrelas.

Quando criança, em Colorado Springs, Lon é constantemente intimidado pelo fato de seus pais serem surdos e se comunicarem através da linguagem dos sinais. Anos mais tarde, já um ator, ele leva sua esposa grávida, Cleva, para conhecer sua família, ocasião em que ela se mostra chocada ao saber que seus sogros não podem ouvir ou falar, preocupando-se com a possibilidade de seu futuro filho vir a ser como eles.

Meses depois, quando o filho do casal, Creighton Chaney, nasce, Cleva descobre que precisará esperar algumas semanas para saber se ele terá ou não problemas de audição, o que a leva a rejeitar a criança. Como consequência, Lon se afasta dela, mas quando Creighton se mostra sem quaisquer problemas, o casal se reconcilia.

Quatro anos depois, Lon continua a ser um pai amoroso e introduz o pequeno Creighton no teatro. Lá, a bailarina Hazel Bennett, que secretamente ama Lon, cuida do garoto quando Cleva se acha ocupada. Certo dia, ao revelar que está cantando em um clube noturno, Cleva provoca um novo desentendimento com o marido. A situação entre eles se complica ainda mais quando ele vê William Darrow Jr. presenteá-la com um buquê de flores. Por outro lado, ao retornar ao teatro, ele testemunha o ex-marido de Hazel, Carl Hastings, batendo nela e a acusando de ter um caso com ele. Depois de defendê-la, Lon a conforta, ocasião em que Cleva aparece e pensa o pior.

Três dias depois, ela reaparece durante um show de Lon, ocasião em que, descontrolada, invade o palco para beber um frasco de veneno na frente da plateia. Ela sobrevive, mas fica incapacitada de cantar, enquanto a carreira de Lon é arruinada pelo escândalo. Certo dia, ao visitá-la no hospital, ele descobre que ela fugiu e, inconformado, entra com um processo de divórcio, no qual o juiz declara que Creighton deverá permanecer tutelado pela Côrte, até que Lon possa oferecer um ambiente doméstico estável para a criança.

Arrasado, Lon se muda para Hollywood e procura entrar para o cinema. Ansioso por ganhar dinheiro o suficiente para ter seu filho de volta, ele leva seu kit de maquiagem para os Estúdios da Universal onde, a cada dia, de acordo com o papel que tenha que interpretar, ele surge com uma nova cara. Seus disfarces são tão habilidosos que enganam até mesmo o visitante Clarence Kolb, que o convida para conhecer seu novo chefe, o produtor George Loane Tucker.

Assim, no papel de um homem deformado, em “The Miracle Man”, de 1919, Lon se torna um dos grandes astros do cinema. Sua habilidade em criar novos personagens, com a ajuda de uma maquiagem perfeita, faz com que o estúdio o considere “O Homem das Mil Caras”. Sua vida pessoal se torna mais brilhante também. Ele se casa com Hazel e ganha a custódia de Creighton.

Ao longo dos anos, sua fama cresce e seu melhor papel é o de Quasimodo, em “O Corcunda de Notre Dame”, versão de 1923, quando é convidado por Irving Thalberg. Enquanto se prepara para interpretar o famoso corcunda, escolhendo a maquiagem e o figurino apropriados, ele toma conhecimento, através de Creighton, que uma mulher costuma observar o garoto na escola, levando-o à conclusão de que se trata de Cleva. Preocupado, ele a ameaça, principalmente por ter dito ao filho que sua mãe havia morrido.

Quatro anos depois, ao ver Cleva em frente de sua casa, Hazel a convida para entrar. Preocupada, ela insiste em ir embora antes que Creighton chegue, a fim de evitar maiores problemas. No entanto, quando ele chega, Hazel comenta sobre a visita de Cleva e, furioso por ter sido enganado por tanto tempo, Creighton decide abandonar o pai e ir morar com a mãe. Preocupado com a decisão do filho, Lon, no entanto, se recusa a pedir desculpas e a visitá-lo, jogando toda sua energia em seu trabalho, apesar de uma tosse persistente.

Inicialmente, ele acredita tratar-se de uma simples amigdalite, mas é diagnosticado como sendo um câncer brônquico terminal. Clarence informa Creighton, que encontra seu pai em sua cabine de pesca, onde os dois se reconciliam. Pouco antes de sua morte, Lon pede ao filho para trazer sua caixa de maquiagem, onde escreve “Jr.”, adicionado ao final do seu nome. Assim, depois da morte de Lon, Creighton passa a adotar o nome de “Lon Chaney Jr.”, em homenagem ao pai e procurando seguir os seus passos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Joseph Pevney, a partir de um roteiro escrito por R. Wright Campbell, Ivan Goff e Ben Roberts, “O Homem das Mil Caras” é um filme norte-americano produzido pela Universal International Pictures (UI) em 1957. Sua trama, baseada num trabalho de Ralph Wheelwright, conta a história do famoso ator Lon Chaney, da época do cinema mudo, que participou de cerca de 160 filmes, dos quais 80 longas-metragens.

Na direção, Pevney realiza um bom trabalho, marcado por belos movimentos de câmera. Por outro lado, a fotografia em CinemaScope preta e branca, assinada por Russell Metty, é de muito boa qualidade. Na área técnica, merece igualmente ser destacada a ótima maquiagem, assinada por Bud Westmore, onde ele consegue recriar os melhores momentos de Lon Chaney.

No elenco, James Cagney brilha no papel principal, seguido pelos bons desempenhos de Dorothy Malone e Jane Greer como suas duas esposas.

CAA