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SOB OS TETOS DE PARIS (1930)

Sous les Toits de Paris
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Sob os telhados de Paris (Portugal)
Bajo los techos de París (Espanha)
Sotto i tetti di Parigi (Itália)
Unter den dächern von Paris (Alemanha)
Under the roofs of Paris (USA, UK)
Pais: França
Gênero: Comédia
Direção: René Clair
Roteiro: René Clair
Música Original: Raoul Moretti, Vincent Scotto
Fotografia: Georges Périnal, Georges Raulet
Edição: René Le Hénaff
Direção de Arte: Lazare Meerson
Figurino: René Hubert
Efeitos Sonoros: W. Morhenn, Hermann Storr
Nota: 8.2
Filme Assistido em: 2009

Elenco

Albert Préjean Albert, um jovem cantor de rua
Pola Illéry Pola, uma jovem romena
Edmond T. Gréville Louis, amigo de Albert
Bill Bocket Fred, o gângster
Gaston Modot Batedor de carteiras
Thomy Bourdelle François, o outro ladrão
Jane Pierson Senhora gorga
Paul Ollivier Bêbado

Sinopse

Em Paris, Albert, um cantor de rua, e Louis, um vendedor ambulante, são grandes amigos. Certa noite, quando se acha cantando nas ruas de um bairro proletário da cidade, Albert se sente atraído por uma bela jovem que se acha com seu companheiro, Fred, entre o grupo que se formou para ouvi-lo. A jovem chama-se Pola e é romena, enquanto Fred é um gângster local.

Certa noite, Albert e Louis encontram-se em um Clube Noturno quando vêem Pola sentada em uma mesa, sozinha. Louis propõe ao amigo que disputem, através de um jogo de dados, o privilégio de se sentar com a jovem. Louis ganha o jogo, mas ao se dirigir para a mesa de Pola, verifica que ela não se acha mais sozinha, e sim, acompanhada de Fred. Desolados, os dois amigos deixam o local. Na calçada, se despedem, mas Albert continua ali por perto.

Na Casa Noturna, tudo está bem até que outra jovem vai até a mesa onde se acham Pola e Fred, senta-se ao lado dele e os dois se beijam. Indignada, Pola se retira e, ao sair, encontra-se com Albert. Este a acompanha até a casa dela, onde Pola descobre que não se encontra com sua chave. É que Fred a roubara enquanto se achava na Casa Noturna.

Ao vê-la sem outra opção, Albert a leva para seu quarto e eles passam a noite juntos. Por ter apenas uma cama, ele tenta dividi-la com Pola, mas esta, já deitada, reage e se levanta chorando. Inicia-se uma discussão entre os dois que termina com Albert insistindo para que ela volte para a cama, enquanto ele vai dormir no chão. Por outro lado, usando a chave que roubara de Pola, Fred vai ao quarto dela, encontrando-o vazio.

No início da manhã, um batedor de carteiras, conhecido de Albert, bate à sua porta. Depois de jogar vários cobertores por cima da cama, a fim de evitar que ele descubra a presença de Pola em seu quarto, o cantor abre a porta para o conhecido, que traz uma bolsa com produtos roubados e pede a Albert para guardá-la, enquanto estiver viajando. Depois que ele se retira, Pola se apronta, agradece a gentileza de Albert e vai embora. Entretanto, minutos depois, quando o cantor abre a porta para voltar às calçadas do bairro, ele se depara com a jovem. Quando lhe pergunta por que ela ainda está ali, Pola lhe confessa que não quer ir para casa.

Assim, naquela manhã, a jovem acompanha Albert pelas calçadas do bairro onde, enquanto ele canta, ela vende aos que o ouvem, cada canção por um franco francês. Fred chega ao local e se junta ao grupo. Entretanto, incomodado com o barulho, um senhor que mora num andar superior, joga pela janela um jarro d’água, dispersando a pequena multidão. Albert e Pola se refugiam no prédio, onde se beijam. Irradiando felicidade, ele comunica a Émile, o acordeonista que o acompanha, que vai se casar. Enquanto a jovem vai à casa dela para fazer suas malas, Albert compra vários presentes para sua amada. Nesse ínterim, Fred escreve um bilhete para ele, ameaçando-o caso não se afaste da mulher que ama.

Ao retornar das compras, Albert é preso pela polícia que, ao dar uma batida em seu quarto, encontra a bolsa com as mercadorias roubadas pelo batedor de carteiras. A poucos metros do local, carregando suas malas, Pola vê quando ele é levado pelos policiais.

Reunido num Bar com o batedor de carteiras, Fred diz que o melhor é eles passarem um tempo fora da cidade. Nesse período, com Albert na cadeia e Fred fora de Paris, Pola termina se aproximando de Louis. Quando o verdadeiro ladrão é preso, este confessa que Albert nada tem a ver com o caso, o que faz com que o cantor seja solto. De volta ao seu quarto, Albert encontra, debaixo da porta, o bilhete com o qual Fred lhe ameaçava.

Na Casa Noturna, Louis e Pola estão felizes até que ela desconfia que ele esteja flertando com outra jovem. Sem pensar duas vezes, ela se levanta e vai embora. Na calçada, encontra Fred, que acabara de voltar à Paris. Embora contra sua vontade, Pola se vê obrigada pelo vilão a retornar à Casa Noturna para dançar com ele. É nessa hora que Albert chega ao local e se dirige ao balcão. Ao vê-lo, Pola larga Fred e se dirige ao cantor, mas este se mostra indiferente com ela. Fred vai até eles e ameaça mais uma vez Albert. Este decide enfrentá-lo, levando Pola até o centro do salão para dançarem uma valsa.

Terminada a dança, Albert é desafiado por Fred a enfrentá-lo na rua. Ele aceita o desafio e vai até o bandido, que se acha rodeado por seus cúmplices. A luta é dura e, no final, a polícia chega e, com exceção de Albert, todos vão presos.

Ao voltar para a Casa Noturna, Albert descobre que Pola se acha na realidade apaixonada por Louis. Este declara que não sabia do envolvimento da jovem com seu melhor amigo. Nesse clima, Louis pega os dados e os joga. Albert, por sua vez, trapaceia para não quebrar a felicidade do amigo. Parabenizando o casal, Albert se retira para, na manhã seguinte, retomar sua rotina como cantor de rua.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta René Clair, “Sob os Tetos de Paris” é uma ótima comédia do cinema francês. Sua trama gira em torno de três homens que disputam o coração de uma jovem mulher: dois grandes amigos e um gângster.

Ao realizar o filme durante a fase de transição entre os cinemas mudo e falado, Clair utiliza, de forma magnífica, as duas técnicas, alternando cenas sem som, mas com um gestual que o dispensa, e outras com o conhecido som sincronizado do cinema moderno. Os movimentos da câmera são impressionantemente perfeitos.

Merecem ainda atenção, a bela fotografia de Georges Périnal e Georges Raulet, bem como, as atuações dos quatro principais atores, com ênfase para as de Albert Préjean e Pola Illéry.

CAA