Filmes por gênero

A HISTÓRIA DE ADÈLE H. (1975)

L'histoire d'Adèle H.
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Adele H., una storia d'amore (Itália)
The story of Adele H (Estados Unidos)
El diario íntimo de Adela H. (Espanha)
a historia de Adela H. (Argentina, Colômbia)
Die Geschichte der Adele H. (Alemanha)
Berättelsen om Adèle H. (Suécia)
Historien om Adele H. (Noruega)
I kærlighedens lænker (Dinamarca)
История Адели Г. (Rússia)
Pais: França
Gênero: Drama, Biográfico, Histórico
Direção: François Truffaut
Roteiro: François Truffaut, Suzanne Schiffman, Jean Gruault
Produção: François Truffaut, Marcel Berbert, Claude Miller
Design Produção: Jean-Pierre Kohut-Svelko
Música Original: Maurice Jaubert
Direção Musical: Patrice Mestral
Fotografia: Néstor Almendros
Edição: Michèle Neny, Muriel Zeleny, Yann Dedet e outros
Figurino: Jacqueline Guyot
Maquiagem: Thi-Loan Nguyen
Efeitos Sonoros: Jacques Maumont, Jean-Pierre Ruh, Michel Laurent
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1976

Elenco

Isabelle Adjani Adèle Hugo / Adèle Lewly
Bruce Robinson Tenente Albert Pinson
Sylvia Marriott Sra. Saunders
Joseph Blatchley Sr. Whistler
Ivry Gitlis Hipnotizador
Louise Bourdet Empregada de Victor Hugo
Cecil De Sausmarez Sr. Lenoir
Ruben Dorey Sr. Saunders
Clive Gillingham Keaton
Roger Martin Dr. Murdock
M. White Coronel White
Madame Louise Madame Baa
François Truffaut Oficial
Geoffroy Crook George
Raymond Falla Juiz Johnstone
Chantal Durpoix Jovem prostituta
David Foote David
Edward J. Jackson O'Brien
Ralph Williams Canadense
Thi-Loan Nguyen Srta. Thi-Loan Nguyen, assistente do hipnotizador
Aurelia Mansion Viúva com cachorro

Prêmios

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (François Truffaut, Suzanne Schiffman, Jean Gruault )

Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Festival de Cinema de Cartagena, Colômbia

Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Prêmio da Crítica Especializada (François Truffaut)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Atriz Estrangeira (Isabelle Adjani)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio da Crítica de Melhor Filme (François Truffaut)

Prêmios Bambi, Alemanha

Prêmio Bambi de Melhor Atriz Internacional (Isabelle Adjani)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

National Board of Review, USA

Prêmio NBR de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Prêmio NBR de Melhor Filme em Língua Estrangeira (França)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Direção (François Truffaut)

César de Melhor Design de Produção (Jean-Pierre Kohut-Svelko)

César de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

Festival de Cinema de Cartagena, Colômbia

Prêmio de Melhor Filme (François Truffaut)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1863, a Guerra Civil Americana está em andamento, embora a Grã-Bretanha e a França ainda não tenham entrado no conflito. No ano anterior, tropas britânicas estavam estacionadas em Halifax, Nova Escócia, verificando cuidadosamente os passageiros europeus que desembarcavam de navios estrangeiros. A bela Adèle Hugo, segunda filha de Victor Hugo, desembarca e segue para Halifax. Viajando com o nome de Srta. Lewly, ao chegar lá, ela se hospeda numa pensão administrada pelo Sr. e Sra. Saunders.
 
Ao encontrar um notário, ela pede informações de um oficial britânico, tenente Albert Pinson, com quem ela teve um relacionamento. Mais tarde, naquele dia, ela vê Pinson em uma livraria. Ao retornar à pensão e tomar conhecimento de que o Sr. Saunders participará de um jantar militar no qual Pinson provavelmente estará presente, ela lhe pede que entregue uma carta sua, anunciando sua chegada à Halifax.
 
Em seguida, enquanto mostra algumas fotografias antigas à Sra. Saunders, ela fala sobre sua irmã mais velha, Léopoldine Hugo, que morreu afogada aos 19 anos, muitos anos atrás, logo após se casar. Quando o Sr. Saunders volta do jantar, ele diz que entregou a carta à Pinson, mas que ele não respondeu. Naquela noite, Adèle tem um pesadelo sobre afogamento.
 
No dia seguinte, Adèle escreve para seus pais, informando-os que vai se encontrar com seu amado Pinson e que eles planejam se casar, mas que, antes, aguardará o consentimento formal deles. Ela passa as noites escrevendo em seu diário sobre sua vida e seu amor por Pinson. No entanto, quando ele chega à pensão, ele diz à Adèle que ela deve deixar Halifax e parar de segui-lo. Adèle, por sua vez, acredita que se casarem, todas as suas preocupações serão resolvidas. Pinson, por outro lado, sabe que os pais dela não o aprovam, principalmente por causa de suas pesadas dívidas de jogo. Adèle tenta convencê-lo, dizendo-lhe que recusou outra proposta de casamento, ameaça expô-lo e arruinar sua carreira militar, e até fornece dinheiro para que ele liquide suas dívidas, mas ele permanece irredutível.
 
Nos dias que se seguem, Adèle continua escrevendo em seu diário convencida de que é a esposa de Pinson em espírito. Ela tenta conjurar o fantasma de sua irmã morta para ajudá-la. Uma noite, ela segue Pinson até a casa de sua amante, onde os observa fazendo amor. Sem se deixar abater, Adèle continua escrevendo, e seu comportamento se torna mais excêntrico. O Sr. Whistler, livreiro que lhe fornece papel para escrever, mostra interesse nela. Certo dia, quando ela sai da livraria, desmaia de exaustão. Logo em seguida, o Sr. Whistler a visita na pensão, quando ela se recusa a vê-lo. O médico, Dr. Murdock, a visita e diagnostica um caso leve de pleurisia. Na ocasião, ele percebe que uma de suas cartas é endereçada à Victor Hugo e informa à Sra. Saunders, a verdadeira identidade de sua pensionista.
 
A obsessão de Adèle fica mais forte. Um dia, ela escreve aos pais dizendo-lhes que se casou com Pinson e que, a partir de agora, ela deverá ser chamada de Madame Pinson. Ao receber a notícia, Victor Hugo publica um anúncio de casamento em seu jornal. A notícia chega ao coronel de Pinson. Depois que Pinson escreve para Victor Hugo informando-lhe que nunca se casará com sua filha, ele escreve para Adele, pedindo-lhe que volte para casa em Guernsey. Adèle responde à carta do pai com mais fantasia, pedindo-lhes que o aceitem.
 
Ao conhecer a verdadeira identidade de Adèle, o Sr. Whistler lhe oferece, como presente, os livros de seu pai. Ao invés de agradecer, ela lhe responde com raiva e paranoia. Em seguida, contrata uma prostituta como presente para Pinson. Horas mais tarde, ela vai a um teatro para ver um hipnotizador, por acreditar que, através do hipnotismo, Pinson poderá amá-la. No entanto, ao verificar que o hipnotismo é uma farsa, ela procura o pai da noiva de Pinson, a quem afirma ser casada com ele, de quem está esperando um filho. Tal fato faz com que o noivado de Pinson termine. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Pinson vai ao encontro dela e a repreende, chamando-a de ridícula. Depois de deixar a pensão, Adèle continua a se deteriorar. Ela vagueia pelas ruas com roupas rasgadas, conversando consigo mesma.
 
Em fevereiro de 1864, Pinson é enviado para Barbados, e uma pobre Adèle o segue. Agora casado, ele descobre que Adèle se encontra em Barbados, alegando ser sua esposa. Preocupado com ela, Pinson a procura e a encontra vagando pelas ruas. Quando ele tenta confortá-la, ela não o reconhece. Ajudada por um amável ex-escravo, Adèle retorna à Paris, onde a Terceira República Francesa foi estabelecida. Seu pai a coloca em um asilo em Saint-Mandé, onde ela passa a viver pelos próximos 40 anos. Lá, ela jardina, toca piano e escreve seu diário. Finalmente, Adèle Hugo morre em Paris em 1915, aos 85 anos.
 

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Comentários

Realizado pelo cineasta François Truffaut, a partir de um roteiro por ele escrito, juntamente com Jean Gruault e Suzanne Schiffman, "A História de Adèle H" é um ótimo filme biográfico produzido em 1975 pelas empresas "Les Artistes Associés", Les Films du Carrosse" e "Les Productions Artistes Associés". Sua trama fala de um amor obsessivo que levou uma jovem mulher, no caso filha do famoso romancista, poeta e dramaturgo francês, Victor Hugo, à sua própria destruição.
 
Na direção, como de costume, Truffaut realiza un excelente trabalho, no que é ajudado pela brilhante fotografia, assinada por Nestor Alemandros, e pela ótima trilha sonora a cargo de Maurice Jaubert. No elenco, o maior destaque é, sem nenhuma dúvida, Isabelle Adjani, com uma atuação maravilhosa no papel de uma jovem mulher atormentada, que lhe rendeu diversas premiações aos 20 anos de idade. 
 
Enfim, "A História de Adèle H" é um filme que recomendo fortemente.
 
CAA