Filmes por gênero

UMA PONTE PARA O SOL (1961)

Pont vers le soleil
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Bridge to the sun (Estados Unidos)
Ponte verso il sole (Itália)
Puente al Sol (Espanha, México)
Die brücke zur sonne (Alemanha)
Bron mot solen (Suécia)
Híd a naphoz (Hungria)
Silta aurinkoon (Finlândia)
Pais: França, Estados Unidos
Gênero: Drama, Romance, 2ª Guerra Mundial
Direção: Etienne Périer
Roteiro: Charles Kaufman
Produção: Jacques Bar
Música Original: Georges Auric
Direção Musical: Jacques Métehen
Fotografia: William J. Kelly, Seiichi Kizuka, Marcel Weiss
Edição: Robert Isnardon, Monique Isnardon
Direção de Arte: Hiroshi Mizutani
Maquiagem: René Daudin
Efeitos Especiais: Konji Inagawa
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1963

Elenco

Carroll Baker Gwen Terasaki
James Shigeta Hidenari Terasaki
James Yagi Hara
Tetsurô Tanba Jiro
Hiroshi Tomono Ishi
Sean Garrison Fred Tyson
Ruth Masters Tia Peggy
Nori Elisabeth Hermann Mako Terasaki
Yôko Takahashi .
Yoshiko Hiromura .
Lee Payant .
Emi Florence Hirsch .

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Etienne Périer)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Gwen Harold, uma americana do Tennessee, conhece Hidenari Terasaki, chamado de Terry por seus amigos e familiares, e secretário do Embaixador do Japão, enquanto participava de uma recepção na Embaixada de Washington, DC, com sua tia Peggy. Eles compartilham um momento, enquanto Terry lhe mostra as antigas obras de arte japonesas expostas na Embaixada, e depois de alguma relutância, ela concorda em permitir que ele a visite.

Eles começam a namorar, embora Terry ocasionalmente tenha ataques de sentimentos anti-ocidentais, e rapidamente se apaixonam. Ao pedir-lhe em casamento, ela concorda, a despeito de sua tia Peggy, que se mostra contra. O embaixador do Japão também tenta dissuadi-la de aceitar, alegando que tal união poderia prejudicar a carreira de Terry. Apesar dos obstáculos, eles se casam e, quando Terry é chamado de volta ao Japão, eles embarcam em um navio.

Pouco depois de chegarem à Tóquio, Terry começa a tratar Gwen de forma muito diferente, esperando que ela se comporte de acordo com as crenças centradas no homem do Japão contemporâneo, como ficar em silêncio entre os homens, sempre entrando nas portas após os homens e praticamente se curvando para todos os caprichos de Terry e de seus parentes do sexo masculino. Eles continuamente discutem, principalmente por causa da franqueza de Gwen e da estrita adesão de Terry aos costumes locais.

Certa noite, depois que um general comenta com Terry que ele deveria estar orgulhoso por poder ter um filho para morrer pelo Imperador, Gwen se sente ofendida por se achar grávida. Ao nascer, a filha recebe o nome de Mako.

Em novembro de 1941, Terry é novamente indicado para trabalhar na embaixada japonesa em Washington. Durante um jantar, no dia de Ação de Graças, com a tia Peggy, ele comenta que Mako, agora com cerca de cinco anos de idade, tem uma aparente doença envolvendo muitos anticorpos em seu sangue. Ele menciona, também, uma possível invasão da Tailândia pelo exército japonês.

Percebendo que pode ser a última oportunidade de paz entre os Estados Unidos e o Império do Japão, Terry envia uma mensagem diretamente ao presidente Roosevelt, sugerindo que ele procure o Imperador num esforço para preservar a paz. No entanto, o Imperador está se tornando o líder do Japão apenas pelo nome, uma vez que o poder se encontra basicamente nas mãos dos militares. O esforço de Terry é em vão, já que a guerra é declarada logo em 7 de dezembro, após o ataque japonês à Pearl Harbour.

Ao tomar notícia do ataque, Terry pede que Gwen deixe Washington e vá para o Tennessee com Mako, mas ela decide acompanhá-lo de volta ao Japão, já que ele deverá ser deportado em troca de embaixadores. No Japão, eles passam por momentos difíceis, já que Terry é casado com uma americana e demonstra claramente seu pensamento contrário à guerra. Ele procura fazer com que Gwen retorne para os Estados Unidos, mas ela recusa a ideia, preferindo ficar ao lado do marido.

Tempos depois, Terry chega em casa com um rádio, através do qual tomam conhecimento do fim da batalha de Iwo Jima, de onde os americanos poderão lançar bombardeiros contra o Japão continental. Mais tarde, a rendição da Alemanha nazista , principal aliado do Japão, também é anunciada, ficando claro que a invasão do Japão é iminente.

Diante dessa situação, Terry pede que Gwen retorne para os Estados Unidos, a fim de colocar Mako em uma escola americana, enquanto ela é jovem e pode acabar com seus preconceitos contra a América. Gwen, no entanto, recusa-se a deixá-lo até o dia em que, conversando com seu médico, toma conhecimento de que ele tem apenas poucos meses de vida e, como já acontecera com um primo dele, não queria que o vissem morrer.

Dias mais tarde, depois que Gwen concorda em atender ao seu último desejo, eles se despedem nas docas. Eles se beijam e se abraçam, ocasião em que ela o tranquiliza, sabendo que nunca voltará a vê-lo.

imagem

Comentários

Realizado pelo cineasta Etienne Périer, a partir de um roteiro escrito por Charles Kaufman, “Uma Ponte para o Sol” é um filme franco-americano produzido pelas empresas Cité Films e Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1961. Sua trama é uma adaptação para o cinema de um best-seller autobiográfico dos anos 1950, escrito por Gwen Terasaki, no filme interpretada por Carroll Baker.

Na direção, Périer realiza um bom trabalho, o que lhe valeu suas indicações ao prêmio Globo de Ouro de melhor filme a promover a paz entre os povos, bem como, ao Leão de Ouro, quando da realização do Festival Internacional de Veneza, na Itália.

No elenco, James Shigeta se sai bem no papel de Hidenari Terasaki, seguido por uma razoável atuação de Carroll Baker, como sua esposa americana.

CAA