Filmes por gênero

GERVAISE, A FLOR DO LODO (1956)

Gervaise
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A taberna (Portugal)
Ansa (Finlândia)
Patkányfogó (Hungria)
Sen bir melektin (Turquia)
Жервеза (União Soviética)
Pais: França
Gênero: Drama
Direção: René Clément
Roteiro: Jean Aurenche, Pierre Bost
Produção: Agnès Delahaie
Design Produção: Paul Bertrand
Música Original: Georges Auric
Coreografia: Jean Guélis
Fotografia: Robert Juillard
Edição: Henri Rust
Figurino: Mayo
Guarda-Roupa: C. Boulet, Jean Boulet, Jacqueline Guyot
Maquiagem: Boris de Fast
Efeitos Sonoros: Antoine Archimbaud, Gabriel Salagnac, Henri Richard
Efeitos Especiais: Gérard Cogan
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 1999

Elenco

Maria Schell Gervaise Macquart Coupeau
François Périer Henri Coupeau
Jany Holt Mme. Lorilleux
Mathilde Casadesus Mme. Boche
Florelle Maman Coupeau
Micheline Luccioni Clémence
Lucien Hubert Sr. Poisson
Jacques Harden Goujet, amigo de Gervaise e de Henri
Jacques Hilling Sr. Boche
Amédée Amigo de Coupeau
Hubert de Lapparent Sr. Lorilleux
Hélène Tossy Mme. Bijard
Rachel Devirys Mme. Fauconnier
Jacqueline Morane Mme. Gaudron
Pierre Duverger Sr. Gaudron
Yvonne Claudie Mme. Putois
Georges Paulais Mendigo
Gérard Darrieu Charles
Armand Mestral Auguste Lantier
Suzy Delair Virginie Poisson
Aram Stephan Prefeito
Armand Lurville Presidente do Tribunal
Patrice Catineau Claude
Yvette Cuvelier Augustine
Christian Denhez Etienne
Chantal Gozzi Nana Coupeau
Ariane Lancell Adèle

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (René Clément, Agnès Delahaie)

Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (François Périer)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio FIPRESCI (René Clément)

Prêmio Cinema Novo (Maria Schell)

Copa Volpi de Melhor Atriz (Maria Schell)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (França)

Prêmios Bambi, Alemanha

Prêmio Bambi de Melhor Atriz Nacional (Maria Schell)

Prêmios Blue Ribbon

Blue Ribbon de Melhor Filme Estrangeiro (René Clément)

Prêmio Kinema Junpo, Tóquio, Japão

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (René Clément)

National Board of Review, USA

Prêmio NBR dos Melhores Filmes Estrangeiros (França)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Agnès Delahaie)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Maria Schell)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (René Clément)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em um subúrbio popular de Paris, vive Gervaise, uma jovem lavadeira, corajosa e capaz de lidar com os prolemas da vida. Abandonada por seu amante, Lantier, ela não se descuida da tarefa de criar seus dois filhos. Certo dia, ao procurar zombar de Gervaise, a malvada Virginie é publicamente espancada pelas demais lavadeiras.

Quando Coupeau, um honesto trabalhador, se mostra apaixonado por ela, Gervaise decide se casar com ele. Depois de uma lua de mel feliz, porém curta, ele é vítima de uma queda e Gervaise, recusando-se a interná-lo  num hospital, se vê obrigada a recorrer às suas economias. No entanto, Gouget, um grande amigo do casal e apaixonado pela lavadeira, lhe oferece dinheiro que lhe permite se estabelecer por conta própria.

A situação teria se normalizado rapidamente, se Coupeau não tivesse começado a beber, se Gouget não tivesse sido preso depois de uma greve, se a vingativa Virginie não reaparecesse, juntamente com Lantier. A partir daí, Gervaise não tem onde procurar ajuda e perde toda a esperança. Ela se torna escrava de dois bêbados que roubam seu dinheiro e vivem às suas custas. Sua  lavanderia está indo pelo ralo, e seus funcionários começam a abandoná-la, um após o outro.

Quando a saúde de Coupeau piora, Lantier acredita que esse é o momento oportuno para sugerir que ela venda sua lavanderia. No entanto, quando Virginie se apresenta como uma compradora em potencial, Gervaise percebe a desonestidade dela e de seu cúmplice. Pouco tempo depois, durante um episódio violento de "delirium tremens", Coupeau destrói a lavanderia e é levado para um hospital, onde morre.

Virginie, então, toma posse da lavanderia arruinada e a reabre como uma confeitaria, enquanto Lantier se instala na parte de trás da loja, como o gigolô que sempre foi. Por outro lado, totalmente confusa e sozinha, Gervaise mergulha cada vez mais numa depressão e no alcoolismo, enquanto sua filha está prestes a se tornar uma prostituta de alta classe.

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Comentários

Realizado pelo cineasta René Clément, a partir de um roteiro escrito por Jean Aurenche e Pierre Bost, “Gervaise, a Flor do Lodo” é um filme produzido em 1956 pelas empresas Compagnie Industrielle et Commerciale Cinématographique, Silver Films e Agnes Delahaie Productions. Sua trama, baseada no romance L'Assommoir de Émile Zola, conta a história de uma mulher que enfrenta dificuldades no casamento e com os filhos pequenos, mas se mostra quase sempre animada e sorrindo em relação aos problemas que enfrenta.

Na direção, Clément realiza um excelente trabalho, no que é ajudado pela boa fotografia, em preto e branco, com alguns tons de cinza, de Robert Juillard, bem como, pela trilha sonora assinada por Georges Auric.

No elenco, Maria Schell brilha no papel principal, seguida pela ótima atuação de François Périer, no papel de Henri Coupeau.

CAA