Filmes por gênero

LIBERDADE PARA AS BORBOLETAS (1972)

Butterflies are free
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Só as borboletas são livres (Portugal)
Le farfalle sono libere (Itália)
Las mariposas son libres (Argentina, Espanha, Peru, Colômbia)
Schmetterlinge sind frei (Alemanha)
Fri som fjärilen (Suécia)
Motyle sa wolne (Polônia)
Vlinders zijn vrij (Holanda)
Fri som en sommerfugl (Dinamarca)
Бабочки свободны (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Dramática, Música, Romance
Direção: Milton Katselas
Roteiro: Leonard Gershe
Produção: M.J. Frankovich
Design Produção: Robert Clatworthy
Música Original: Bob Alcivar
Fotografia: Charles Lang
Edição: David E. Blewitt
Figurino: Moss Mabry
Guarda-Roupa: Seth Banks, Edna Taylor
Maquiagem: Karl Silvera
Efeitos Sonoros: Arthur Piantadosi, Jack Haynes, Richard Tyler, Charles Knight
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1973

Elenco

Goldie Hawn Jill Tanner
Edward Albert Don Baker
Eileen Heckart Sra. Baker
Paul Michael Glaser Ralph Santore
Michael Warren Roy Stratton
Charlene Jones .
Jessica Rains .
Paul Ryan .
Sandra Vacey .

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Eileen Heckart)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Edward Albert)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Sonoros (Arthur Piantadosi, Charles T. Knight)

Oscar de Melhor Fotografia (Charles Lang)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

Prêmio de Melhor Ator em um Musical ou Comédia (Edward Albert)

Prêmio de Melhor Canção Original (Bob Alcivar)

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Goldie Hawn)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Comédia adaptada de outro meio de comunicação (Leonard Gershe)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Ao voltar para seu apartamento em San Francisco, Jill Tanner, de 19 anos, descobre que seu novo vizinho a olha pela janela e depois, através de suas paredes comuns, o ouve discutindo com sua mãe. De espírito livre, Jill decide se convidar para entrar no apartamento dele. Ele se chama Don Baker e é um aspirante a compositor. Ao conhecê-la, ele explica que suas conversas telefônicas em voz alta com Florence, sua mãe, são a respeito de um pacto no qual ela concordou em permitir que ele morasse sozinho, por dois meses, sem sua interferência.

Depois que Jill fala abertamente sobre seu primeiro casamento, aos dezesseis anos, ela descobre que Don é cego e, ingenuamente pergunta se ele tem um sexto sentido. Don, então, explica que, como muitas pessoas cegas, ele pode sentir os obstáculos físicos à sua frente e, assim, evitar certos erros.

Movida pela determinação de Don e pela falta de autopiedade, Jill explica sua existência sem raízes, citando Bleak House de Charles Dickens, na qual um personagem implora ser tão livre quanto as borboletas. No entanto, quando ela, erroneamente, chama o autor de Mark Twain, ele canta sua própria música, "Butterflies Are Free", e a encoraja a ter mais confiança em suas habilidades.

Ao caminharem juntos até uma butique, Don lhe mostra como ele controla seus passos, enquanto ela lhe fala de seu próximo encontro com o diretor de teatro, Ralph Santore, que deseja se casar com ela. Por sugestão dela, Don compra uma roupa nova e elegante, incluindo uma bela camisa, um colete de franjas e um chapéu da Legião Francesa. De volta ao apartamento, Don lhe diz que, com a ajuda de uma vizinha, ele encontrou coragem para se afastar de casa, mas ficou de coração partido quando ela teve um amante.

Jill compartilha a decepção de Don, em relação ao amor, e sugere que eles abram a porta entre seus apartamentos. Sentindo-se atraída por Don, ela se oferece para deixar que ele toque seu rosto a fim de senti-la. Quando ele se mostra horrorizado, ao acidentalmente tirar seus cílios postiços e sua peruca, que ela usa para melhorar seu estilo extravagante, ela, mostrando-se imperturbável, guia a mão dele para seu seio e, quando se beijam, ele se afasta acusando-a de querer tratá-lo como uma pessoa inferior. Ela, então, lhe responde que não tem pena de nenhum homem que durma com ela.

Na manhã seguinte, ao reconhecer o cheiro do perfume de sua mãe, Don chama Florence, que acabara de entrar sem se anunciar. Apavorada com as condições de vida do filho, principalmente ao ver Jill correndo de calcinha e sutiã, ela a questiona sobre seu passado, insinuando que Jill não é uma companheira digna de seu filho.

Quando, em seguida, Florence se recusa a continuar apoiando Don financeiramente e começa a arrumar seus pertences para voltar para casa, Don anuncia que vai ganhar dinheiro com suas composições e, sentindo-se humilhado, abre a porta e se retira. Convidando Jill para almoçar, Florence afirma que a incapacidade dela para sustentar um relacionamento só machucará seu filho e lembra que ela só o conhece em seu próprio ambiente, não em outros desconhecidos, nos quais ele costuma entrar em pânico. Quando Florence exige que ela deixe seu filho, Jill retruca dizendo-lhe que, embora não seja a mulher certa para Don, ela vive a ferir a autoconfiança do filho.

Tarde da noite, enquanto espera com Don que Jill retorne para o jantar marcado, Florence, movida pela franqueza de Jill, pergunta ao filho se, como mãe, ela lhe deu confiança. Tendo ouvido parte de sua conversa com Jill, Don acusa a mãe de falar secretamente com Jill para assustá-la. Horas depois, Jill finalmente chega com Ralph, o diretor do teatro, e anuncia que está indo morar com ele. Depois de explicar que ela recebeu um pequeno papel na peça como uma viciada em heroína nua, Don questiona por que ela deve estar nua, sugerindo que ela esteja sendo manipulada.

Ralph imediatamente intercede, explicando que se trata de uma peça teatral de vanguarda que, sem nenhuma dúvida, será mal interpretada por algumas matronas. Jill ainda envergonha Don, pedindo-lhe para sentir o rosto de Ralph e ver como ele é bonito. Depois que o casal sai, um Don esmagado implora para que a mãe o leve para sua casa, mas Florence o lembra que as garotas também abandonam homens com visão. Finalmente, ela admite ser difícil aceitar o fato de não ser mais necessária e, depois de um caloroso abraço no filho, vai embora.

Momentos depois, Jill chega com as malas para se despedir. Ela confessa que a vida com Ralph requer menos compromisso e que tem medo de machucar Don. Este lhe afirma que prefere ser cego do que emocionalmente aleijado, fazendo com que ela se apressasse. Depois que ela vai embora, ele volta a escutar "Butterflies Are Free" e começa a chorar de desapontamento e raiva. Inesperadamente, Jill retorna e eles se abraçam com a promessa de um relacionamento amoroso e comprometido.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Milton Katselas, a partir de um roteiro escrito por Leonard Gershe, “Liberdade para as Borboletas” é um filme produzido pela Frankovich Productions em 1972. Sua trama, baseada numa peça do próprio Leonard Gershe, conta a história de um jovem cego tentando provar, à sua mãe, que é perfeitamente capaz de cuidar de si mesmo.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Katselas nos brinda com um belo trabalho de direção, no que é ajudado pela excelente fotografia, a cargo de Charles Lang, e por sua bela trilha sonora, onde se destacam as canções “Butterflies Are Free”, de Steve Schwartz, “Carry Me”, de Bob Alcivar e Randy McNeill, e “Take Me Home, Country Roads”, de John Denver, Bill Danoff e Taffy Nivert.

No elenco, Eileen Heckart, Goldie Hawn e Edward Albert brilham em seus respectivos papéis.

CAA