Filmes por gênero

LEITO CONJUGAL (1963)

L'ape regina
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le lit conjugal (França)
The conjugal bed (USA)
Die bienenkönigin (Alemanha)
Lecho conyugal (Colômbia, México)
Ape Regina (Polônia)
Ægtesengen (Dinamarca)
Manslukerskan (Suécia)
Современная история: Королева пчёл (União Soviética)
Pais: Itália, França
Gênero: Comédia, Drama
Direção: Marco Ferreri
Roteiro: Marco Ferreri, Rafael Azcona
Produção: Alfonso Sansone, Henryk Chroscicki, Diego Fabbri
Design Produção: Massimiliano Capriccioli
Música Original: Teo Usuelli
Fotografia: Ennio Guarnieri
Edição: Lionello Massobrio
Efeitos Sonoros: Italo Cameracanna
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1966

Elenco

Ugo Tognazzi Alfonso
Marina Vlady Regina
Walter Giller Padre Mariano
Linda Sini Madre Superiora
Riccardo Fellini Riccardo
Gian Luigi Polidoro Igi
Nino Vingelli Homem no cemitério
Achille Majeroni Tia Mafalda
Melissa Drake Maria Costanza
Mario Giussani Conde Ribulski
Sandrino Pinelli Noivo de Maria Costanza
Jusupoff Ragazzi Tia Jolanda
Pietro Tattanelli Tio Don Giuseppe
Polidor Irmão Lorenzo
Jacqueline Perrier .

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Atriz (Marina Vlady)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Ugo Tognazzi)

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Marina Vlady)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Marco Ferreri)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Estória Original (Goffredo Parise)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Quando um homem chega aos quarenta anos de idade, bem vividos, ele geralmente entende que chegou a hora de procurar uma boa moça para se casar. Este é o caso de Alfonso, que espera encontrar uma bela mulher, religiosa, cheia de princípios e, se possível, virgem.

É o padre Mariano, um velho amigo seu, quem vai mostrar-lhe Regina, próxima da cúpula da Basílica de São Pedro em Roma, filha de uma família burguesa e devota. Ela, por sua vez, pretende entregar-se a ele apenas depois da cerimônia de casamento e, bem entendido, com a intenção de logo em seguida engravidar.

Uma vez casados, Regina faz de tudo para conseguir seu objetivo, mas a criança não chega. Inicialmente feliz por ter uma mulher tão empenhada em ter um filho, Alfonso no entanto é cada vez mais exigido por ela a ponto de ficar bastante debilitado. Regina redobra seu poder de sedução numa tentativa de dar mais coragem e energia a seu homem, mas nada de novo acontece.

Alfonso começa então a definhar, sendo obrigado a se submeter a um rigoroso tratamento com hormônios. Em vão. A luta continua com Alfonso se sentindo como se estivesse sendo submetido a extenuantes trabalhos forçados. Depois de algum tempo, finalmente, Regina engravida. Por outro lado, vítima de uma crise cardíaca e com seu dever cumprido, Alfonso é abandonado em um canto, meio impotente, restando-lhe apenas contemplar sua esposa, radiante, que prepara a chegada ao mundo de seu herdeiro.

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Comentários

Realizada pelo cineasta italiano Marco Ferreri, que também co-assina o roteiro, “Leito Conjugal” é sem dúvida alguma uma boa comédia dramática dos anos 60. Através dela, Ferreri aborda temas que serão recorrentes em sua carreira, como a relação entre o dominado e o dominante na relação entre homens e mulheres, a procriação e o homem reduzido ao simples estado de fecundador. “Leito Conjugal” zomba das convenções morais e religiosas, ao castrar o personagem masculino e animalizar a feminina.

As grandes estrelas do filme são Marina Vlady e Ugo Tognazzi, com atuações impecáveis. Por seu trabalho, ela foi premiada na França e na Itália e recebeu ainda a indicação de melhor atriz atribuída pelo Globo de Ouro. Já Tognazzi, premiado pelo Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema da Itália, conheceu finalmente o sucesso na França.

CAA